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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

GREVE DOS SERVIDORES MUNICIPAIS CONTINUA

Greve continua: Sindicatos aguardam 
nova posição do governo municipal


A greve geral dos trabalhadores de todas as categorias de servidores públicos municipais de Ilhéus, que já dura 44 dias, continuará até que seja assinado o acordo de campanha salarial. Na manhã desta segunda-feira (02) os representantes de todos os sindicatos se reuniram mais uma vez com o secretário de Administração da Prefeitura, Ricardo Machado, na tentativa de se chegar a um acordo, mas não houve nenhum avanço nas negociações. A expectativa dos trabalhadores é que a qualquer momento o governo municipal convoque os sindicatos para mais uma reunião, dessa vez para a assinatura do acordo de campanha, para que os servidores possam retornar aos seus postos de trabalho.

Os líderes sindicais foram unânimes em afirmar que tem feito tudo que é possível para assinar o acordo e acabar com a greve, mas o governo municipal se recusa a cumprir o que manda a legislação, que é a revisão salarial anual prevista na Constituição Federal e na Lei de Responsabilidade Fiscal. Além de não reivindicar o reajuste e sim a reposição das perdas salariais, os servidores apresentaram a proposta de abrir mão de receber de imediato o pagamento da reposição retroativo à data base das categorias e negociar posteriormente a quitação dessas parcelas. Os sindicatos dos trabalhadores também se comprometeram em continuar nas discussões com o governo para analisar os verdadeiros índices da folha de pagamento e buscar saídas para a crise gerencial que se encontra o município.

Mas como até agora o governo não apresentou nenhuma proposta de acordo de campanha salarial, a greve continua por tempo indeterminado e na manhã desta terça-feira será realizada uma mobilização, às 8 horas da manhã, em frente ao Palácio Paranaguá, à espera da reunião para o fechamento do acordo. Na parte da tarde os trabalhadores participarão da sessão ordinária na Câmara de Vereadores onde será discutido, dentre outros assuntos, o pedido feito pelos sindicatos de afastamento imediato de Jabes Ribeiro do cargo de prefeito, como determina a Lei Orgânica Municipal, no artigo 84, parágrafo 2.º, por descumprir a Constituição Federal. Também deverá ser colocado em discussão nesta terça-feira o pedido de criação da Comissão Especial de Inquérito para apurar indícios de irregularidades envolvendo o sistema de transporte coletivo na cidade. 

ASCOM - APPI

Um comentário:

  1. NASCIMENTO POSTA ESTA ISTO AI NO SEU BLOG.
    O SCO NO ESTÔMAGO DOS ILHEENSES.
    O murro desferido pelo irmão de um vereador em um estudante de engenharia da Uesc, no plenário da Câmara de Ilhéus, terminou escondendo a grande agressão sofrida pela sociedade ilheense: o soco que foi dado no estômago do cidadão que paga imposto, no cidadão que precisa do transporte público e, principalmente, naquele que há anos luta para abrir a caixa preta que protege as empresas de transporte coletivo na cidade. Sempre amplamente discutida nos palanques e esquecida no exercício do poder, a forma como as concessões do transporte público de Ilhéus sempre foi conduzida é, agora, fruto de uma luta de jovens estudantes da cidade, que querem transparência para entenderem como é feito o cálculo que define o valor da passagem. Afinal, quem paga o preço são justamente eles.

    O que há de mal nisso?

    O interessante é que, se você perguntar a cada um dos vereadores que votaram contra a abertura da CEI para investigar a tudo isso, todos eles dirão que o movimento acampado há mais de um mês na porta da Prefeitura "é justo". Ora, se o movimento é justo, qual o motivo da injustiça de não se aprovar a sua luta? Se do lado da base de sustentação do governo houve a desaprovação da investigação, quem, em sã consciência, garante que o governo está mesmo disposto a abrir a caixa para meros estudantes que só têm importância na hora do voto?

    Ademais, é bom salientar. Ao tentar desgastar o movimento, o governo espalha aos quatro cantos da cidade que os seus líderes integram partidos políticos, em especial do PT. Só não lembram que um destes líderes que está nas ruas é, justamente, o coordenador do Comitê de Juventude do então candidato Jabes Ribeiro, seis meses atrás. A insatisfação que é atribuída ao jogo político também pertence aos jovens que apoiaram o hoje prefeito e perceberam que há uma distância "entre o céu e o inferno" (como diria a Presidente Dilma) entre a campanha e o mandato.

    O Movimento Reúne Ilhéus, queiram ou não queiram, é um marco na história política da cidade. Certo ou errado, na medida certa ou não, o Reúne Ilhéus representa a resistência de uma cidade, o clamor dos que nunca tiveram oportunidade de dizer, a conquista de uma geração que, no século passado, foi às ruas para eleger um jovem professor de Ilhéus que derrotou os coronéis de plantão e prometeu uma nova era na política local. Sim, isso no século passado. Hoje... os sonhos são outros.
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