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terça-feira, 20 de agosto de 2013

ARTIGO - PREFEITURA PRA QUEM?


Prefeito Jabes Ribeiro, eu me pergunto: você quer o caos? Você foi conduzido pelo povo através do voto para se divertir com a desgraça de uma cidade tão amada por seu povo? O que é llhéus para você, o trono de um reino sem importância? Quem é você, Jabes Ribeiro?
 
Na primeira (afinal, o senhor se negou a um pronunciamento oficial até então) nota pública emitida a respeito das… manifestações sobre o transporte coletivo em Ilhéus o senhor diz que a população de Ilhéus foi surpreendida, hoje, terça-feira, pela ação de bloqueio da garagem da empresa Via Metro. No mínimo curioso esse seu início, uma vez que é o povo ilheense que zela pela permanência do REÚNE ILHÉUS na ocupação em frente a praça, e é o mesmo povo que reprova suas ações com convulsionada revolta em alto e bom tom (não tão bom assim para o senhor). Logo em seguida o senhor diz algo absurdo sobre si mesmo: diz apelar pelo bom senso do grupo, acrescentando que interrupção de serviços causa danos sérios a esse povo, especialmente os mais carentes. Bom senso, senhor prefeito, é por merenda nas escolas, é permitir que as crianças dessa cidade estudem, é abrir postos de saúde, é poder parir num hospital, é ter um transporte público de verdade. É muito mais que bom senso, É DIREITO BÁSICO DO CIDADÃO. E negando-os, eximindo-se, inclusive, de justificativas ao seu povo, o senhor atropela, chuta e pisa em cima de todos esses direitos e muitos mais. Mais adiante na nota diz que antes da radicalização do movimento o senhor dialogou pessoalmente, entregando os documentos solicitados, comprometendo-se a realizar auditoria sobre as planilhas. Ilheenses, vocês tem dever e direito de saber: o prefeito dialogou uma vez, há cerca de dois meses atrás, impondo sua opinião, descumpriu prazos de entrega de documentos públicos em diversas ocasiões e até hoje esperamos as indicações da auditoria prometida, sobre as quais sua gestão já cuspiu novamente sobre o prazo estabelecido por ela mesma. Sobre a justeza do valor das tarifas, não consigo entender, senhor prefeito. O senhor, há alguns anos atrás, foi responsável por uma licitação que continha como cláusula o impedimento de reduzir a tarifa, independente do que fosse. Há tantos anos o preço da passagem sobre desenfreadamente e sem avaliação alguma. O senhor se nega a dialogar com a juventude, apesar de ter assinado em campanha um pacto com a mesma. Mas deve ser tolice minha, afinal, PACTO hoje é uma palavra usada em vão, pra qualquer coisa. 

O REÚNE ILHÉUS aguarda as indicações no Diário Oficial e no Portal da Transparência e nada acontece, apesar de já contarmos com um técnico contábil de nossa indicação para compor a comissão. O senhor prefeito condena ações isoladas e radicais, mas não tem vergonha alguma em agir autocraticamente, centralizando em si todos os encaminhamentos da cidade, os quais seus secretários não tem competência para dar conta. Exceto um deles, que sabe lidar muito bem com o erário público, o dinheiro do povo, muito melhor que o senhor, acredito. Diz que a cidade precisa retomar o caminho do desenvolvimento econômico e social, mas terceiriza todos os serviços públicos, abandona o jovem e o idoso, pensa que uma ponte estaiada é mobilidade urbana, despreza a periferia (mas só depois da campanha!) e humilha de todas as formas o servidor público, o trabalhador, o comerciante. E ainda tem a esquizofrenia de dizer em nota pública que tenta insistentemente o diálogo produtivo e aberto, mas a população dessa cidade que o senhor não freqüenta, Jabes Ribeiro, sabe muito bem que não há diálogo algum por uma recusa sua! Quando o fez, várias semanas atrás, arrancou à força o microfone de um ativista, num ato descontrolado, desvairado. O senhor mente que nem sente, prefeito. Ou será que sente?
Elisabeth Zorgetz - Membro do Grupo Reúne Ilhéus

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