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segunda-feira, 4 de junho de 2012

ARTIGO - O PODER DAS DROGAS X O PODER DA SOCIEDADE

O PODER DAS DROGAS X O PODER DA SOCIEDADE

Duas horas da manhã do dia 01 de Junho de 2012, muita chuva, pessoas se aglomeravam na porta do prédio de uma rua escura da cidade de Ilhéus. Ao nos aproximarmos, observamos pessoas chorando e murmurando palavras desconexas. Subimos as escadas, atravessamos o longo corredor e nos deparamos com uma cena de um daqueles filmes de terror hollywoodianos. Na pequena sala de um apartamento simples, estava o corpo de uma senhora que apresentava ter uns 80 anos, pois seus cabelos eram alvos como a neve e sua pele enrugada pelo tempo. A mesma encontrava-se em decúbito frontal, com os olhos sem cerados e tinha varias perfurações por todo corpo, perfurações estas , proveniente das varias facadas que havia levado. Seguimos pelo interior da residência e chegamos a o único quarto do imóvel e nos deparamos com outro corpo, agora de um senhor de 85 anos, deitado de lado e coberto de sangue, mostrava em seu semblante a mais pura imagem da fragilidade. Quem teria sido o autor de ato tão monstruoso? Pois pasmem, o responsável por tal atrocidade foi o neto das vitimas, que sem nenhuma piedade ceifou suas vidas para subtrair 50 reais, no intuito de usar crack.

Fiz esse breve relato, baseado neste acontecimento real, para chamar a atenção dos senhores para um assunto de extrema importância para sociedade, o usuário de drogas. Tenho assistido perplexo, os últimos acontecimentos acerca da nova lei do usuário. Confesso que estou muito preocupado como futuro dos nossos jovens, já que sou pai de três filhos. Sinceramente não consigo entender qual a verdadeira intensão da autora da proposta, a defensora pública Juliana Belloque, proposta esta já aprovada pela comissão do Senado Federal e que deixa de classificar como crime o uso de qualquer droga, assim como a compra, porte ou depósito para consumo próprio. A comissão aprovou uma exceção em que o uso de drogas será crime: quando ele ocorrer na presença de crianças ou adolescentes ou nas proximidades de escolas e outros locais com concentração de crianças e adolescentes. Posso ate estar sendo radical, mais não vejo qualquer tipo beneficio para a sociedade nesta lei ridícula e totalmente insensata. Não sou nenhum jurista renomado, mais por mais hermenêutico que eu seja jamais vou entender ou aceitar os argumentos dado por essa defensora pública estocomizada pelo crime.

Hoje, dia 02 de Junho estão contabilizados só na cidade de Ilhéus, 74 homicídios neste ano, na capital baiana foram mais de 1000 só na região metropolitana isso no ano passado , sendo que mais de 98% deles tem ligação direta com as drogas. Senhores e Senhoras não precisa ser expert em criminologia ou doutor em politica criminal para perceber que as drogas estão dizimando os jovens, as famílias, e não falo dos usuários eventuais , que são a maioria esmagadora das vitimas, falo também dos que não estão envolvidos diretamente, mais são alvos da violência, como esse casal de idosos que nada tinha haver com esse comercio maldito financiada pelo trafico. Liberar o uso das drogas só vai potencializar o poder dos traficantes pois os seus clientes vão estar livres para consumir o seu produto da morte.

Não podemos admitir que o Congresso Nacional , que existe para criar leis benéficas para a sociedade, elabore essas aberrações jurídicas ,tornado a nossa situação, que já estar critica, ainda pior. Fico me perguntando, porque não se produzem leis para ampliar os recursos para a a educação? Porque não se desenvolvem programas sérios para se recuperar esses usuários de drogas, em vez liberar o uso? Como é possível liberar um produto que é ilícito e tão letal a saúde das pessoas?

Meus amigos, estou escrevendo estas linhas porque não consigo ficar inerte com essa situação tão bizarra. Não podemos perder o poder de nos indignarmos, pois se assim for perderemos os nossos sonhos, os nossos filhos, as nossas famílias. Não podemos deixar de reagir, para que casos, como este que narrei acima não continue a acontecer, pois em qualquer circunstância o bem tem que prevalecer.

José Adriano Nascimento - graduado em Filosofia pela UESC, aluno do Curso de Direito na Faculdade de Ilhéus e Policial Civil no estado da Bahia.

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