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sábado, 7 de abril de 2012

SEGURANÇA PÚBLICA - PESQUISA

Maioria dos brasileiros acha que só 
polícia não diminui criminalidade

É o que diz uma pesquisa da Fecomércio feita em 70 cidades do país. Para 71%, combate à violência pode vir de educação, saúde e emprego.

A forma como os brasileiros enxergam os problemas de segurança pública está passando por uma transformação. Em cinco anos, uma parcela maior da população se convenceu de que não basta só polícia para diminuir a criminalidade. Os dados foram colhidos numa pesquisa nacional encomendada pela Federação do Comércio do Rio de Janeiro e divulgada pelo Jornal Nacional.

A favela pacificada da Cidade de Deus agora tem presença permanente da polícia. Mas muitos têm certeza de que só isso não basta.

"Não basta a polícia. Acho que o importante é ocupação, dar uma força pra criança, pro adolescente, e manter eles ocupados mesmo", disse a dona de casa Letícia Machado de Jesus.

E parece que cada vez mais gente pensa assim, segundo a pesquisa feita em 70 cidades brasileiras incluindo nove regiões metropolitanas do país - São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Fortaleza, Porto Alegre, Curitiba e Belém - e mais o Distrito Federal

O brasileiro ainda quer mais policiais nas ruas, ainda espera mais integração entre as forças federais, estaduais e municipais. Quanto a isso, não houve grande diferença. A principal mudança entre as respostas de cinco anos atrás e as de hoje é em relação a outras medidas que também podem ajudar, como nas áreas de educação e trabalho, por exemplo. Agora, mais pessoas acham que não basta ter polícia para ter segurança.

Para 71% das pessoas, a melhor forma de combater a criminalidade é com mais atenção para as condições de vida da população; em moradia, saúde, educação e emprego. Um índice bem maior do que em 2007, quando 59% disseram o mesmo.

A pesquisa comprovou o que Orlando Muniz observa na prática. Ele é policial militar, mas acha que é como professor de futebol de comunidades pobres que mais ajuda a combater a violência. "Depois que eles estão aqui no projeto, o rendimento escolar melhorou, o comportamento. Nós estamos aqui empenhados em botar essas crianças para trilhar o caminho do bem", disse o policial.

Fonte G1

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