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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O ESTRANGULAMENTO COMO TÉCNICA "NÃO LETAL"

Muito se tem falado de equipamentos que reduzam os efeitos letais da atuação policial, desde pistolas que emitem descargas elétricas até espargidores de spray de pimenta. Existem, entretanto, possibilidades técnicas tradicionais que dispensam qualquer instrumento para sua aplicação, a não ser o tirocínio e o treinamento do policial que esteja apto a aplicá-las. Um bom exemplo é o estrangulamento, conhecido popularmente como “mata leão”, técnica que é adotada por diversas artes marciais (como o judô e o jiu-jitsu) para imobilizar oponentes.

O estrangulamento consiste no uso das mãos, braços ou pernas contra o pescoço do adversário aplicando uma pressão. Segundo especialistas, os possíveis efeitos da técnica são os seguintes:

1. Compressão das artérias restringindo o fluxo de sangue e de oxigênio para o cérebro;

2. Compressão da traquéia parando ou restringindo o ar para os pulmões;

3. Compressão do peito e do dos pulmões impedindo o adversário de inalar.


O estrangulamento, se aplicado corretamente, faz com que o suspeito interrompa movimentos que esteja realizando, tais como golpes e ataques a terceiros. Em situações com grandes aglomerações de pessoas, onde agressões físicas estejam ocorrendo, é possível que o policial consiga cessar brigas e vias de fato utilizando a técnica. Naturalmente, como todo movimento de defesa pessoal, é preciso que o policial esteja devidamente treinado para sua aplicação, mesmo porque o “mata leão” tende a deixar o oponente inconsciente após 8 a 14 segundos do início da pressão no pescoço.

Há histórico de pessoas que morreram após sofrerem estrangulamento, o que justifica o cuidado no aprendizado adequado, com profissionais devidamente qualificados. Neste sentido, é importante conhecer formas de ressucitação para trazer a vítima do golpe à consciência.


Zelando-se pelo apuro técnico adequado, a prática do estrangulamento pode ser decisiva para o êxito de uma ocorrência, evitando mortes e lesões graves do(s) suspeito(s) e sua(s) vítima(s).

Abordagem Policial

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